segunda-feira, 25 de junho de 2012

deprimente

paralisia
olhos voam
ao redor
o que fazer?
sem ela não
quem ela é?
uma discussão
tão pobre e raro
anfitrião

gasolina
espalhada na cinza
de seus cigarros
quase que tudo
quase que tudo explode
acalente-se em seu recanto, ó, ser
não dá mais pra morrer

ao menos sinta
ao menos mate
ao menos morra
ao menos esteja sempre a par de tudo
de tudo
que se exploda
quero viver o presente
que a gente sente
não narrado, nem tão doente
apenas deprimente
pular na chuva
escorrer a mente
quem sabe algum dia alguém se

2 comentários:

VerônicaLB disse...

"quem sabe um dia alguém se" esse final não fez sentido pra mim ^^

Alguém se o que?
se alegre? se mate? o que? o que ?

fora isso, gostei da poesia.
Curte o nome do blog tbm...

JURO A ARANHA ME ASSUSTO, ATÉ PULEI DA CADEIRA!!

se puder me e uma olhada no meu blog, é novo criei ele hoje.. ^^


http://mente-baguncada.blogspot.com.br/

Jefferson Reis disse...

Suas poesias são muito interessantes. Gosto do que você retrata e da forma como faz. Hey, sua aranha me assustou.