quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Era


Alguém por favor pode me dizer onde fica, de fato,
a mola impulsionadora disso tudo?

Estou precisando mudar de vida
meu cérebro vem atrofiando
não saio da infância
ser gente grande, now!

Olho para o dia e choro, mas sem lágrimas mesmo
olho para a noite e me imagino,
num martini, num cigarro, no café, na valeriana, nos chás de camomila e cidreira
e quem sabe eu vá explodir, com essa falta
de fé e crença na capacidade de ser alguém no mundo
Adulto

Desgrudo da mãe, do pai, dos irmãos, do amor
corta-se o cordão

Um mictório na imensidão
sem dramas, sem merdas, mas com o fedor da urina
não, não serve mais ser um urinou
ficar parado, intacto, recebendo tapas, solavancos, balançadas
e sonhando baixo

pra cima, olho e vejo o sol
caindo em mim
contudo, tenho a raquete
raquete que bate na bola ardente
isolando-a

O Humor é instável
Era.

4 comentários:

Arash Gitzcam disse...

pra Medicina a adolescência só acaba aos 23 anos...

Camila Mello disse...

Tem vezes que a agente se sente assim mesmo, pequenos demais na imensidão do mundo. E somos pequenos e sem grassa realmente. Até percebermos que não... Isso é psicológico. Quase que uma escolha. Ser grande ou não ser nada.
Belo blog. ótimo post. Sucesso!

Evandro Oliveira disse...

Adorei o texto.
Tive total identificação.
Lindo o blog.
Estou seguindo e indicando no meu blog.

Quando for possivel passem por lá.

http://sabordaletra.blogspot.com/

cuicover disse...

a minha adolescência está com os dias contadinhos...